domingo, 19 de dezembro de 2010

A viagem dos sonhos

Esse é um roteiro extenso, que será construído ao longo dos meses para a nossa próxima grande viagem de férias e já considero esta como "a viagem dos sonhos". O destino aconteceu quase que por acaso, depois que "acidentalmente" caí no site do complexo e maravilhoso Parque do Beto Carrero World, em Penha - SC, no sul do Brasil. Após ficar completamente maravilhada com esse empreendimento, decidimos que sim, iríamos em 2011 para a região sul e estenderemos nossa viagem até Buenos Aires, na Argentina. Creio que não será uma viagem barata e por isso requer planejamento e dedicação na elaboração do roteiro. A primeira certeza que temos é que não iremos na alta estação - para baratear alguns custos! Sendo assim, a princípio nossa ida deverá ser em agosto ou setembro, meses do aniversário do Elton e meu, respectivamente. Pretendo sempre atualizar esse post com dicas e idéias pra nossa viagem iluminada, que tenho certeza que será uma das melhores experiências de nossas vidas.

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Os principais destinos que consegui listar em Santa Catarina são:

  • Balneário Camboriú
  • Blumenau
  • Florionópolis
  • Joinville
  • Penha
Após conhecer essas cidades (penso em destinar ao menos dois dias para cada uma delas), seguiremos para Buenos Aires, saindo de Florionópolis.

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- BALNEÁRIO CAMBORIÚ

Por que ir?
A simpática Balneário Camboriú, no litoral Norte catarinense, é quase uma miniatura da Cidade Maravilhosa. Além do monumento ao Cristo, tem a principal via batizada de Avenida Atlântica e um teleférico semelhante ao Bondinho do Pão de Açúcar, com direito a bonitas paisagens com o mar de um lado e a montanha de outro. E as semelhanças não terminam por aí. No verão, a noite agitada e incrementada com bares e grandes casas noturnas, atrai jovens de todo o estado, além dos vizinhos paranaenses, gaúchos e argentinos, que não voltam para as pousadas antes do dia amanhecer. O comércio, que oferece lojas de rua, camelódromos e shoppings sofisticados, também entretém os visitantes, que encontram ainda uma culinária generosa, que vai dos frutos do mar ao autêntico churrasco gaúcho. Quem segue para Balneário Camboriú quer também curtir as praias. E elas são dez, para todos os gostos e estilos. Na Central, emoldurada por modernos arranha-céus e restaurantes, o movimento é intenso dia e noite na alta temporada. As boas ondas fazem do cenário point dos surfistas, enquanto o calçadão é tomado por adeptos da caminhada. Seguindo para o Sul, cruzando a cênica Rodovia Intermares, os destinos são Laranjeiras, charmosa e repleta de bares; do Pinho, freqüentada pelos naturistas; e Estaleirinho, indicada para quem busca sossego absoluto, mesmo no verão. Ao Norte, a praia dos Amores reúne a turma do surf e os banhistas em perfeita harmonia.

Balneário Camboriú é pródiga também com os ecoturistas, que lá encontram cenários ideais para apreciar a natureza e praticar atividades ao ar livre. No Parque Unipraias, que compreende as três estações por onde passa o teleférico, há trilhas para caminhada, um circuito de arvorismo que está entre os mais emocionantes do país e, inaugurado no verão de 2009, um radical trenó de montanha.

O que ver e fazer?
As belezas de Balneário Camboriú, sempre emolduradas pelo mar e a mata Atlântica, podem ser apreciadas em passeios diversos. Um dos mais belos é o de teleférico, que leva ao topo de uma montanha e termina na praia de Laranjeiras. A cidade é famosa também pelas noites agitadas no verão. Diversos bares e boates atraem jovens não só do estado de Santa Catarina. Embalados pela música eletrônica, não deixam as pistas antes de o dia clarear.

O visual perfeito - orla e encostas cobertas por verde - é descortinado ao longo do passeio de três mil metros de extensão. O ponto de partida é a estação Barra Sul e a primeira parada acontece na estação Mata Atlântica, a 240 metros de altura. Por ali, a pedida é caminhar pelas trilhas rumos aos mirantes e praticar atividades de aventura, como arvorismo e descida de trenó de montanha. Inaugurados no verão de 2009, os trenós percorrem um circuito de 700 metros em meio às árvores, a uma velocidade média de 60 km/h. Os carrinhos comportam duas pessoas e podem ser controlados por um freio de mão.









As atividades radicais são praticadas no Parque de Aventuras, que fica na estação Mata Atlântica do Parque Unipraias. O percurso suspenso do arvorismo tem 12 obstáculos como tirolesa, falsa baiana e rapel. O trajeto, de 120 metros, tem duração média de duas horas. Já o trenó de montanha - o Youhooo - corta 710 metros de mata, atingindo uma velocidade máxima de 60 km/h em meio a descidas, subidas e curvas sinuosas. Além das atividades, o parque oferece trilhas ecológicas e mirantes espalhados por uma área de 60 mil metros quadrados.


I
mportante: com a carteirinha de alberguista, você tem 20% de desconto no passeio do Unipraias.
  • Passeio de barco
Diversas embarcações partem do Molhe da Barra Sul para passeios que levam à praia de Laranjeiras, passando pela ilha das Cabras. Os tours duram em torno de uma hora e meia, com saídas em horários diversos na alta temporada. Divertida é a viagem a bordo do barco Pirata, com teatro a bordo inspirado no Capitão Gancho.

Site: http://www.barcocapitaogancho.com.br/










O monumento de 33 metros de altura fica no alto de um mirante com vista panorâmica. Na mão esquerda da imagem há um canhão de luz que ilumina a cidade todas as noites. O local oferece restaurante e lojas.



Atrações artístico-culturais: na subida ao topo do morro, os visitantes podem apreciar o presépio permanente, criado em 2004, com figuras feitas de forma artesanal, representativas ao nascimento de Jesus Cristo.

Mirantes: Ao chegar aos pés do "Cristo Luz", surprendente é observar as vistas para o mar e para a cidade em seus diversos ânguls, através de dois mirantes. Ótima pedida para belas imagens fotográficas.

Gruta de Nossa Senhora Aparecida: localizada próxima ao monumento, os fiéis aproveitam para fazer suas preces na Gruta de Nossa Senhora Aparecida.

Memorial Balneário Camboriú: trata-se de uma mostra fotográfica permanente da cultura e história de Balneário desde 1915. Nessa trajetória são apresentadas imagens que mostram a construção do monumento Cristo Luz, além de fotos dos dias atuais.

Gastronomia: outro dos destaques do complexo é o Restaurante e Pizzaria Cristo Luz, que apresenta saborosa culinária variada e pizzas feitas em forno à lenha.

Site: http://www.cristoluz.com.br/
Twitter: http://twitter.com/#!/cristoluz

  • Parque Cyro Gevaerd
O Parque é o maior complexo turístico, cultural e de pesquisa de Santa Catarina, com zoológico com mais de mil animais, sendo uma opção para quem viaja com os pequenos. Instalado em uma área de 40 mil metros quadrados emoldurada pela Mata Atlântica, é dividido em Mundo das Aves, Aquário, Tartarugário, Museu Oceanográfico e Arqueológico, Museu do Pescador e Minifazenda.







  • Parque Acqualandia
A Acqualandia Sports é uma empresa situada em Balneário Camboriú – SC, onde no ano de 2009 inaugurou o maior parque aquático inflável do mundo, um novo empreendimento que trouxe ao turismo local uma cara nova na forma de diversão e entretenimento.O Parque Acqualandia é uma tendência mundial no que se diz respeito a novos empreendimentos que proporcionem entretenimento a todas as pessoas, a prioridade da Acqualandia é trazer lazer e uma relação de afeto entre amigos e familiares, um lugar onde todos podem se divertir, com toda a segurança requerida, e todo o profissionalismo que uma empresa desse porte tende a oferecer a seus usuários.A Acqualandia, conta com um circuito olímpico de obstáculos, cama elástica no mar, catapultas, iceberg, discos e muito mais, e tudo isso inflável e no mar.



  • Ilha das Cabras
É na Praia Central que o viajante pode observar a Ilha das Cabras. Para chegar até lá, a dica é escolher o passeio de escuna que parte da Barra Sul. Quem quiser ir mais além, pode alugar pedalinhos, caiaques ou jet-ski e conhecer a ilha, distante apenas 800m da Praia Central.



Quando ir?
A alta temporada vai de dezembro a fevereiro, quando a cidade recebe muitos jovens em busca da agitada vida noturna. O verão é também o período de chuvas. Para quem quer descansar e curtir as praias, entre os meses de março e maio os dias são bastante ensolarados e o movimento é menor, assim como as tarifas praticadas no comércio. Faz bastante frio nos meses de julho e agosto.

Dicas de site:
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- BLUMENAU

Por que ir?
Um pedaço da Alemanha está encravado no Vale do Itajaí. A herança dos imigrantes está por toda parte: da arquitetura em estilo enxaimel à boa mesa, que tem o marreco recheado como prato típico. Sem contar a paixão pela cerveja e o perfil dos moradores - a maioria tem cabelos louros e olhos azuis. Caminhar é a melhor maneira de apreciar as belas construções de Blumenau. Espalhados por uma mesma rua - a tradicional XV de Novembro - as obras ajudam a contar a saga dos colonizadores. Para não perder nenhum cartão-postal, vale a pena fazer um roteirinho que começa na ponte da Estrada de Ferro e termina no Museu da Família Colonial. Ao longo do percurso, chamam a atenção prédio da prefeitura, o Teatro Carlos Gomes, a Catedral de São Paulo Apóstolo - com uma imensa torre de pedra e bonitos vitrais -, o Castelinho do Turismo, a Fundação Cultural Blumenau e o Museu da Cerveja.



Além de abrigar os prédios históricos, a Rua XV de Novembro é centro das atenções também durante a Oktoberfest, a segunda maior festa da cerveja do mundo. É lá que acontecem os animados e tradicionais desfiles, com atração que vão das bandas e fanfarras típicas aos carros alegóricos que distribuem cerveja de graça. À noite, a festa se transfere para o Parque Vila Germânica, onde mais de 600 mil pessoas espalham-se por três pavilhões em busca de chope gelado, pratos da culinária alemã - destaque para a costeleta de porco (kassler), o joelho de porco (eisben) e os salsichões -, e muita diversão. O "carnaval fora de época" dura 17 dias, todos muito concorridos - para não ficar de fora da folia é recomendável fazer reservas de hospedagem com antecedência. Por falar em cerveja, uma das melhores marcas artesanais do país é produzida em Blumenau. A Eisenbahn é servida durante a Oktoberfest e também no bar da fábrica, um dos points da cidade. Por lá, a pedida é experimentar as opções do cardápio do início ao fim - há pequenas amostras para o visitante degustar cada produto.

Blumenau é conhecida em todo o Brasil como uma das cidades com maior influência germânica em sua cultura e história. Fundada em 1850 pelo filósofo alemão Hermann Bruno Otto Blumenau, a cidade guarda fortes características européias, encantando visitantes do Brasil e exterior por sua arquitetura, gastronomia, natureza, indústrias, chope gelado e festas. Localizada estrategicamente próxima as importantes cidades do Mercosul e da estrutura portuária do Estado, é referência na educação, infra-estrutura e mão de obra qualificada.

Com 157 anos, Blumenau destaca-se pela economia pujante, na preservação do meio ambiente e na força produtiva e empreendedora da cidade. O que não falta em Blumenau são sotaques diferentes, influência das várias etnias que ajudam a tornar a cultura da cidade rica na diversidade. Os trajes típicos e danças ainda fazem parte das manifestações culturais nos clubes de Caça e Tiro e festas típicas.Blumenau é o típico exemplo de município que conseguiu unir suas origens ao que o Brasil tem de melhor: o jeito de ser brasileiro.

A cidade é um excelente centro de compras, oferecendo produtos como cristais e artigos têxteis, reconhecidos nacionalmente e internacionalmente. Conhecida como cidade organizadora de grandes eventos e festas populares, com infra-estrutura profissional é sede do maior Centro de Eventos de Santa Catarina, o Parque Vila Germânica. Blumenau é, sem dúvida alguma, em cada atração que organiza, uma festa para os olhos.

Abaixo relacionamos importantes atrações culturais da cidade:

  • Rua XV de Novembro
No período colonial era conhecida por “Wurstrasse” (Rua da Lingüiça), por ser estreita e cheia de curvas. Em 1890, recebeu o nome atual e em 1902 teve seu traçado modificado para se tornar menos sinuosa. Em junho de 1999 os paralelepípedos implantados na década de 20 foram substituídos pelo atual “paver” - lajotas coloridas. O Conjunto Arquitetônico sinalizado, contempla possui 48 imóveis cadastrados como patrimônio histórico, dos quais, 10 foram escolhidos para terem suas fachadas rebatidas nas lajotas da via. Em 1903, serviu de passagem para o primeiro automóvel da cidade. Em 1923 a via começou a receber calçamento ganhando o título de primeira via calçada do interior de Santa Catarina, resistindo por quase 80 anos sem alteração. No dia 6 de junho de 1999 foi retirado o primeiro dos paralelepípedos colocados na década de 1920 e substituídos pelas lajotas coloridas que atualmente compõem a belíssima paisagem da principal rua de Blumenau.

  • Vila Itoupava
Distrito situado a 25 km de Centro que ainda preserva os aspectos autênticos da colonização alemã, num verdadeiro resgate à memória de Blumenau Colônia. A maioria de seus moradores domina o idioma de origem e suas casas mantêm o estilo enxaimel, com floreiras, jardins e gramados bem cuidados, sem falar na simpatia dos moradores que fazem questão de cumprimentar a todos que passam. Localizada numa região de economia agrícola, o Agroturismo é o grande chamariz para atrair visitantes. Sua gastronomia é de dar água na boca: são bolos, cucas, doces, tortas, café colonial, frutas silvestres, melados, geléias, doces, bebidas feitas artesanalmente, além de restaurantes típicos que servem o marreco com repolho roxo, chucrute, etc. O distrito tem completa infra-estrutura para atender sua comunidade, com agência bancária, hospital, cartório e supermercados.

  • Fundação Cultural de Blumenau
Construída em 1875 antiga sede da Colônia, foi projetada pelo arquiteto Henrique Krohberger e ampliado em 1918, totalmente remodelada em 1939. Se chamava outrora de Palácio da Justiça. O prédio em 20 de abril de 1940, data da inauguração oficialmente teve como funcionamento do Arquivo Municipal, Fórum, Delegacia Regional de Polícia e outras repartições municipais e estaduais. No ano de 1958, ocorreu um incêndio que destruiu parcialmente o prédio foi afetado. Comentou-se na época que o incêndio teria sido provocado criminosamente, pois neste local havia muitos processos jurídicos. O prédio abrigou a Prefeitura (até 1982), o Fórum com todas as repartições judiciais e policiais. No prédio hoje é sediada a Fundação Cultural de Blumenau que oferece diversas atividades culturais como, escola de artes, cursos, exposições, artesanato, oficinas, galeria de arte entre outras. Como parte da revitalização da rua XV de Novembro, o prédio passou por uma completa renovação, com recuperação dos traços arquitetônicos da primeira construção. Um local de promoção do talento artístico da cidade.

www.fcblu.com.br

  • Antigo Castelinho da Moelmann
Construído em 1978, foi o empresário blumenauense Udo Schadrack quem teve a idéia de edificar uma casa que chamasse a atenção de todos e lembrasse a origem da cidade. Para tanto, viajou à Alemanha e deparou com a mais velha prefeitura do país, construída em 1484, na cidade de Michelstadt. Retornando a Blumenau, o arquiteto Heinrich Herwing foi encarregado de concretizar o sonho do Sr. Schadrack. Por quase 21 anos o prédio foi utilizado pelas Lojas Moelmann que encerrou suas atividades no ano de 1999. De junho de 2002 a maio de 2007, a Secretaria Municipal de Turismo de Blumenau e o Conselho Municipal de Turismo, transferiram seus trabalhos para o prédio. Em 31 de maio, após completa revitalização que manteve suas características originais, foi reinaugurado para ser sede das lojas Havan. No local, além da loja de departamentos, o visitante pode saborear um delicioso chopp artesanal na choperia localizada no deck com vista para a Avenida Beira Rio e o rio Itajaí-Açú.

  • Orktoberfest
Blumenau é sinônimo de folia no mês de outubro, quando acontece a segunda maior festa da cerveja do mundo. O cenário do evento é o Parque Vila Germânica, onde mais de 600 mil pessoas espalham-se por três pavilhões em busca de chope gelado, pratos da culinária alemã e muita diversão, garantida pelas apresentações de bandas típicas.

Durante o dia, o burburinho agita a rua XV de Novembro, palco dos tradicionais desfiles das fanfarras e dos carros alegóricos, que distribuem cerveja de graça. O "carnaval fora de época" dura 17 dias e teve a primeira edição em 1984, inspirada no evento que movimenta a cidade de Munique há mais dois séculos. Para não ficar de fora da folia é recomendável fazer reservas de hospedagem com antecedência.

Site do Oktoberfest - http://www.oktoberfestblumenau.com.br/?p=1
Blog - http://www.oktoberfestblumenau.com.br/blog/
Em 2011 acontecerá entre os dias 06 a 23/10.





  • Horto Botânico Edith Gaertner
Área anexa às residências do fundador Dr. Blumenau e do cônsul da Alemanha Victor Gaertner, este parque abriga uma pequena floresta nativa com diversas espécies plantadas pelo próprio fundador da cidade. Foi espaço de contemplação e inspiração da sobrinha-neta de Dr. Blumenau, Edith Gaertner, atriz formada pela Academia de Arte Dramática de Berlim e com destacada atuação por toda a Europa.

- FLORIONÓPOLIS

Por que ir?
O título de Ilha da Magia atribuído à Florianópolis faz cada vez mais sentido. Capaz de reunir natureza e patrimônio histórico preservados com infra-estrutura de cidade grande, a capital enfeitiça tanto os turistas que muitos acabam voltando... para ficar. São apenas 436,5 quilômetros quadrados, porém, capazes de abrigar praias paradisíacas, lagoas, dunas, trilhas em meio à Mata Atlântica, casario colonial, sítios arqueológicos, gente bonita e gastronomia de primeira. Haja encantos!

Os grandes atrativos de Floripa são as praias que dizem, chegam a cem. Em cada região, uma peculiaridade – no Leste, onde estão Mole e Joaquina, o surf e a paquera são as marcas registradas. Ao Norte, o mar calmo de Jurerê, Canasvieiras e Ingleses atrai famílias e argentinos. Já as praias do Sul são as mais rústicas e têm como cartão-postal a intocada Lagoinha do Leste. No quesito esportes, a ilha não é privilégio exclusivo dos surfistas. Generosa, incentiva à prática de muitos atividades dentro e fora d´água, como sandboard – descida de dunas em prancha de madeira -, wind e kitesurf, parapente e trekking.

Colonizada por imigrantes açorianos, a capital mantém em suas pequenas vilas as manifestações culturais e religiosas trazidas pelos portugueses. Nos povoados de Ribeirão da Ilha e de Santo Antônio de Lisboa as heranças estão preservadas ainda na arquitetura, no artesanato em cerâmica e renda e na culinária, à base de ostras produzidas na região. Falando em frutos do mar, eles chegam fresquinhos também às mesas dos restaurantes espalhados pela Lagoa da Conceição, no Centro da ilha. Por lá, concentram-se também a maioria dos bares, boates e cafés, garantindo burburinho e agito noturno o ano inteiro.

O que ver e fazer?
Há muito para se ver, curtir e conhecer na terra dos manezinhos, como são chamados os nativos da ilha. Só no quesito praias são cem opções, sem contar que cada uma tem sua particularidade, seja relacionada à natureza, aos freqüentadores ou às atividades. E tem a história, contada através dos fortes explorados em passeios de escuna, das pinturas rupestres escondidas na Ilha do Campeche, das vilas açorianas de Ribeirão da Ilha e Santo Antônio de Lisboa... Para entender a geografia da cidade, que mistura praias, dunas, lagoas e montanhas, suba nos mirantes naturais, como o Morro da Cruz. Já na hora de mergulhar no espírito alegre da ilha e se misturar com os locais, todos os caminhos levam para a noite agitada da Lagoa da Conceição.

  • Ilha do Campeste

Única ilha do país tombada como Patrimônio Arqueológico e Paisagístico Nacional, Campeche abriga praias de águas transparentes. A maior riqueza, porém, são as dezenas de inscrições rupestres protegidas em sítios arqueológicos e acessíveis por trilhas com acompanhamento de guias. A melhor maneira de chegar à ilha é através dos barcos de pescadores que saem da praia de Armação, no Sul de Floripa. No verão, escunas partem da Barra da Lagoa (Leste). Não esqueça a máscara e o snorkel para nadar em meio aos peixes.

Não importa em que época o turista se aventure a fazer a travessia até à Ilha, o mar é sempre agitado e muitas pessoas não suportam o balanço dos barcos e passam mal. É bom ficar prevenido. O local é bastante paradisíaco, possui restaurantes com boa comida e bom atendimento. As trilhas são efetuadas por guias. Logo na chegada à ilha os visitantes são orientados por esses profissionais quanto à preservação ambiental. A saída da Ilha do Campeche é em torno de 16.00hs. O visitante poderá pegar os barcos na Praia da Armação onde a travessia é menor (cerca de meia hora) ou então na Barra da Lagoa, com duração de uma hora aproximadamente.






  • Passeio de escunas pelas ilhas e fortalezas
Dois roteiros conduzem a imponentes e preservados fortes da região a bordo de escunas. O passeio que parte da Ponte Hercílio Luz é o mais completo - tem seis horas de duração e faz paradas no Forte de Santa Cruz de Anhatomirim e na Fortaleza de Santo Antônio de Ratones, passando ainda pela baía dos Golfinhos. Já o que tem início na praia de Canasvieiras não inclui Ratones, durando cinco horas. Ambos têm parada para almoço.







  • Mirantes
Os muitos morros que emolduram Florianópolis ganharam status de mirantes naturais. Além de descortinarem belas vistas, ajudam a compreender a geografia da ilha. Um dos mais procurados é o Morro da Cruz, no Centro. De fácil acesso, exibe as baías Norte e Oeste com a Ponte Hercílio Luz ao fundo. Vá no pôr-do-sol. Já do Morro da Lagoa aprecia-se as praias da Barra da Lagoa, Galheta e Mole, além da Lagoa da Conceição.



  • Lagoa da Conceição
Situada no centro geográfico da ilha, a Lagoa da Conceição não é famosa apenas por ser o point noturno de Florianópolis. O cartão-postal é emoldurado por construções antigas (Canto dos Araçás), vilas de pescadores com bares e restaurantes (Canto da Lagoa), núcleos de artesanato, escolas de windsurfe... Para apreciar de cima os 15 quilômetros quadrados do espelho d´água e seus arredores siga para o mirante do Morro da Lagoa ou para o restaurante Ponto de Vista, depois da Praia Mole – a paisagem do deck é perfeita.

Esportes - É comum encontrar praticantes de wind e kitesurfe, vela, caiaque e jet-ski nas águas da lagoa. Nos arredores, as praias vizinhas reúnem surfistas enquanto as dunas atraem os adeptos do sandboard. Dos morros em volta partem parapentes e asas-delta. Já as trilhas são invadidas pelas turmas do trekking e da mountain bike.

Artesanato - Diversas casas e lojinhas espalhadas pela Avenida das Rendeiras oferecem as tradicionais rendas de bilro em forma de vestidos, toalhas, cortinas...

Noite - Bares, restaurantes e boates dominam o Canto da Lagoa, o Canto dos Araçás, o Centrinho, a Avenida das Rendeiras e o Caminho para a Praia Mole. Tem opção para todos os gostos, estilos e paladares.

Cultura - No Canto dos Araçás fica o Santuário de Nossa Senhora da Conceição. Erguida em 1750, a igreja preserva os sinos doados por D. Pedro II em 1847.

Restaurantes - Na Costa da Lagoa, acessível por barquinhos que partem da Av. das Rendeiras, formada por vilas de pescadores, há uma infinidade de restaurantes especializados em frutos do mar e que servem os pratos a preços em conta. Já no Canto da Lagoa ficam os estabelecimentos sofisticados, com pratos da culinária regional e internacional.





  • Visitar o Centro Histórico
Um passeio pelo Centro Histórico de Florianópolis não se resume a visitar construções e apreciar fachadas de diferentes estilos arquitetônicos. O tour pelos arredores da Praça XV de Novembro é garantia de boas compras de artesanato em cerâmica, encontrado na Casa da Alfândega; e de mesa farta: o Mercado Público Municipal é repleto de bares que servem petiscos típicos - reserve a manhã de sábado para sentar no Box 32 ao lado dos manezinhos. Esbalde-se com bolinhos de bacalhau, pastéis de camarão e, claro, ostras frescas molhadas no champanhe. Para acompanhar, cachaça artesanal com aroma de gengibre.



  • Avenida Beira Mar e Ponte Hercílio Luz
Ponto de encontro dos que buscam a boa forma, a Avenida Beira Mar Norte ganha vida no final do dia. É durante o pôr-do-sol que o movimento de esportistas aumenta, os bares e restaurantes abrem suas portas e a Ponte Hercílio Luz é acesa. Embora interditada para o trânsito de automóveis e pedestres desde 1982, a ponte é o cartão-postal de Florianópolis. A obra foi tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico e é considerada uma das maiores estruturas pênseis do mundo.



Circulando em Florionópolis

A melhor maneira de circular pela ilha é de carro, embora na alta temporada os congestionamentos para as praias, que são afastadas, sejam constantes. A região é servida por transportes públicos, entretanto, os táxis circulam apenas na área central e os ônibus geralmente atrasam e ficam cheios. Para quem tem pouco tempo, o city tour oferecido pelo Floripa By Bus é boa opção. O ônibus de dois andares, com o segundo panorâmico, oferece cinco linhas, percorrendo as principais praias e atrativos da capital. Os tours duram entre duas e quatro horas.

Links úteis

- JOINVILLE

Por que ir?
Jardins floridos colorem a cidade, repleta de construções em estilo enxaimel, a arquitetura típica da Alemanha. A herança dos imigrantes é forte também na gastronomia, com delícias que vão dos fartos cafés coloniais às refeições à base de embutidos, saladas de batatas, chucrute, carne de porco... Apesar de ser a cidade mais populosa e moderna de Santa Catarina, Joinville ainda preserva sua área rural, com seus costumes e tradições. Nos bairros da Estrada Bonita e do Piraí, emoldurados pela mata Atlântica, as propriedades oferecem passeios de trator, visita a alambiques, banhos de cachoeira e venda de produtos coloniais, como cucas, biscoitos, geléias, queijos e defumados. O sotaque do Velho Mundo continua nas alamedas e nos museus, como o da Imigração e Colonização, com mobílias do século XIX; o da Bicicleta, que reúne mais de 16 mil peças; e o do Ferro de Passar, com modelos de várias gerações.

Um dos maiores orgulhos de Joinville é a escola do balé Bolshoi - a cidade é a única localidade fora da Rússia a contar com uma base da instituição. A escolha não foi por acaso: há mais de 25 anos o município realiza o Festival Internacional de Dança, considerado o maior do mundo. Durante 11 dias do mês de julho, cerca de quatro mil bailarinos amadores e profissionais de diversos estilos e países se reúnem na cidade para uma maratona de apresentações, cursos e workshops. A platéia delira com os espetáculos no Centro de Eventos Cau Hansen e também com a programação paralela e gratuita que invade praças e shoppings. Outro belo evento é a Festa das Flores, que acontece em novembro. O principal atrativo é a grande exposição de orquídeas raras - a espécie Laelia Purpurata é o símbolo de Joinville - e plantas ornamentais. O festival é incrementado ainda com apresentações de dança típica e teatro. Em qualquer época do ano, porém, a pedida é fazer um passeio de barco pela baía da Babitonga. O tour passa por diversas ilhas e faz parada na bucólica cidadezinha de São Francisco do Sul, emoldurada por sobrados coloniais. Para a alegria dos turistas e da tripulação, a viagem costuma ser escoltada por simpáticos golfinhos.


Dicas de quem já foi

- Não deixe de experimentar o café colonial no Café Chopp, um moinho em estilo germânico, no acesso a Rua XV de Novembro.
- A dica é vir até Joinville, conhecer a cidade e daqui ir até São Francisco do Sul por via marítima a pouco inaugurada,temos aqui em Joinville três tipos de trasporte, um deles é o Barco Príncipe, o Jetbus e o Jetvan. Uma ótima opção para quem quer sair do estress e conhecer as maravilhas que deus fez para nós vale a pena com preços acessíveis a qualquer pessoa
- Hotel Germânia
- La Meson é uma das melhores Pizzarias de Joinville, um ambiente agradável e distraído.

Um comentário:

  1. Dani, em 1999 eu fiz essa viagem... estive em todos esses lugares... joinville (estive no café chopp), fiquei hospedado em balneário camboriú, estive no beto carrero (balneário de penha), brusque, parque unipraias, cristo luz, estive na oktoberfest também (blumenau)... é um passeio realmente sensacional. tudo é muito bonito e bem preservado. só os preços que são muito salgados.

    sérgio grilo

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